Resenha – Grey

Boa tarde gente!

Hoje vim falar para vocês sobre mais uma adaptação literária, o polêmico Grey. Segue uma sinopse para vocês:

 grey post

Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir.

Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian – além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido.

Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?

Eu sempre achei muito interessante ler livros sob a perspectiva de outros personagens. Acredito que enriquece muito a história você poder ver como é o pensamento de cada personagem, o que o faz pensar daquele jeito.

Como todo livro, este também tem seus pontos altos e baixos. Se você espera uma história de amor, um Christian todo carinhoso e amoroso com a Ana, pode parar de ler (ou nem começar) agora mesmo. Não é isto o que acontece aqui.

Em Cinquenta Tons de Cinza, acredito que começamos a nos apaixonar por Christian exatamente porque a Ana é apaixonada. E ela simplesmente o eleva a um nível como se ele fosse um deus. Claro, nós sabemos que ninguém é perfeito e que ela exagera um pouco, mas ainda assim nós pegamos um carinho muito grande por ele e realmente torcemos para que fiquem juntos.

Em Grey você perde totalmente esta perspectiva. Christian é um cara repugnante, animalesco, ambicioso, egoísta e mais mil adjetivos ruins. Com o passar do livro você se pergunta como diabos a Ana conseguiu se apaixonar por aquilo, não tem como defendê-lo. As cenas de sexo se tornaram repugnantes para mim como mulher, por saber exatamente como ele se sente em relação aquilo (acho que isto aconteceria provavelmente com todas se nós soubéssemos o que os homens realmente pensam).

Porém, com o passar do tempo, você se acostuma. E começa a ver certa melhora em sua personalidade. Nós vemos o quanto Ana o mudou em tão pouco tempo. E te digo, menina guerreira essa viu? Com certeza ganhou uma passagem direta para o céu por ter aturado todo esse egocentrismo dele.

Acredito que o livro tem como objetivo nos mostrar o crescimento do personagem, o quanto ele mudou quando se apaixonou, como o amor realmente é um divisor de barreiras e pode mudar a vida de uma pessoa.

Para nós (ou pelo menos eu) nos apaixonarmos novamente por ele, acredito que seria interessante a continuação da saga pela perspectiva de Christian. Queria parabenizar a autora por este ótimo trabalho, conseguindo realmente descrever a personalidade de seu personagem, mostrando-o como um ser que precisa de crescimento e amadurecimento e deixando a brecha para trabalhos futuros.

Para quem gosta da saga vale a pena a leitura e já peço: leiam com a mente aberta, pois é muito mais forte do que pela perspectiva da Ana. É meio que chocante mesmo. Mas acredito que era isto que a autora queria mostrar.

Até a próxima!

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