Resenha #45: Persépolis, Marjane Satrapi

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje trago para vocês mais uma resenha, dessa vez de uma graphic novel bem diferente e que nos leva a conhecer a verdadeira face de uma ditadura, vamos conferir?

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Título: Persépolis
Autor: Marjane Satrapi
Editora: Quadrinhos na Cia
Páginas: 352
Ano de Publicação: 2007

Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama – e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

Comecei a leitura dessa obra sem saber muito bem o que esperar, já que não sou a maior fã de biografias. Mas o que mais me chamou a atenção nessa foi o formato que a autora decidiu trazer sua história para a gente, além do tema abordado por ela, que é a vida de uma pessoa que cresceu no meio de uma ditadura em ascensão.

Marjane é uma criança comum, que se vê obrigada a fazer coisas que detesta e seguir regras que não acredita para sobreviver no Irã pós ditadura. Desde pequena, ela demonstra atitudes que a separa de outras crianças, como ser bem ativa na questão política de seu país e até participar de manifestações contra o governo. Até que chega um momento e seus pais decidem mandá-la para a Suécia, para seu próprio bem.

Com isso, Marjane vive um vida totalmente diferente da que estava acostumada no Irã. Conhece novos tipos de pessoas, novos padrões e estilos de vida e vai vivendo até se distanciar ao máximo do seu antigo eu. Nesse momento, a personagem chega ao fundo do poço, onde vê a morte certa, ao menos que volte a seu país de origem.

De volta ao Irã, depois de anos vivendo na Europa, Marjane está completamente perdida. Ela sente falta da liberdade que tinha e cada vez mais se vê presa aos padrões de vida religiosos que o seu governo impõe. É uma protagonista forte, lutadora, independente e que não desiste de seus ideais. Ao mesmo tempo que está com saudade de casa, do antigo e conhecido país, ela se depara com um mundo totalmente diferente que deixou para trás. Agora, sem a familiar liberdade que tinha conquistado na sua vida na Europa, precisa reconstruir sua antiga identidade iraniana.

Um ponto forte da obra foi a abordagem a essa ditadura religiosa que atingiu o Irã. Ficamos sabendo de fatos e histórias que apenas quem morou lá poderia contar, além de nos deixar totalmente perplexos pela quantidade de pessoas que morreram em vão, acreditando em uma ideologia rasa e sem fundamento algum. É de fato um capítulo muito triste para a história do país e o livro tem a missão de contar os detalhes pelos olhos de seus habitantes, coisa que faz muito bem.

É um livro que conta uma história real muito dolorida e a vida das pessoas desse país. É uma leitura essencial para os apaixonados por história, e para os curiosos também.

Até mais, pessoal!

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39 comentários sobre “Resenha #45: Persépolis, Marjane Satrapi

  1. Olá,

    Já havia visto esse livro antes, mas não sabia que a protagonista era tão forte e audaciosa. Interessante saber que após os anos vividos por ela na Europa, ao retornar para o Irã ela começa a se sentir sufocada com os costumes do país, realmente é um choque cultural e imagino que ter conhecido outra nação, a fez sentir essas diferenças na pele. Fiquei curiosa para saber mais sobre história e qual o final dado a personagem. Dica anotada!

    Abraços,
    Cá Entre Nós

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  2. Ola
    Adorei poder conferir suas impressões a respeito desse livro. Eu nao o conhecia, mas ja fiquei apaixonada pela capa, isso nao ha duvida. É mesmo linda demais e gostaria de poder ter em mãos para conferir também. Sua resenha chamou muito a minha atenção por conta das características referentes a protagonistas e seu caminho. Gostaria mesmo de ler e não imaginava que se tratava de algo assim.
    beijos, Fer
    http://www.segredosemlivros.com

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  3. Oie!
    Eu imagino o quanto esse livro deve ser bem intenso devido ao tema que aborda.
    Eu ainda não tive a oportunidade de ler, mas fiquei bem interessada em poder conferir essa história.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  4. Oi, tudo bem?
    Eu não costumo ler livros biográficos, mas achei muito legal este ser em quadrinhos e até fiquei interessada em ler. Quem sabe quando estiver com menos livros na fila de leitura?
    Bjks

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  5. Menina! Até hoje não tive oportunidade de ler essa hq, mas assisti ao filme baseado nela há uns cinco anos atrás e me lembro muito bem da história! Tão fascinante né? E ao mesmo tempo triste e reflexiva, tem uma continuação, você já viu?
    Bjss

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  6. Oie Carol!
    Ainda não conhecia essa obra e achei realmente bem interessante a ideia de ser uma biografia em quadrinhos. Uma forma de desenvolver um tema mais “sério” de forma mais dinâmica.
    Parece ser um leitura intensa e bem instigante.
    Adorei a dica, Anotado
    Bjo

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  7. Gostaria muito de saber mais sobre a obra. É muito inovador da autora tratar de um assunto tão denso em quadrinhos, acho muito legal quando escritores falam de acontecimentos difíceis de forma mais “informal” mas sem deixar de lado a carga emocional, drama e importância histórica. Quero muito ler, beijos!

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  8. Olá!
    Que interessante esse livro, principalmente por ser em quadrinhos. Eu gosto muito de ler livros sobre o oriente médio. E infelizmente é triste a vida das pessoas nesse regime terrível. Quem sabe um dia eles consigam viver outra vez.

    Abraços

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  9. Olá! 🙂

    Eu não conhecia este livro nem nunca o tinha visto em lado algum! 🙂 Gostei bastante de conhecer e ler esta resenha! Fiquei com algum curiosidade…

    Esse tema da ditadura religiosa realmente e real e causa mortes infundadas.. Não sei se lerei por a historia não me chamar muito mas não deixa de ser real! 🙂

    Boas leituras!! 😉
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  10. Olá, Carol.
    Já havia lido uns comentários a respeito desta obra, mas infelizmente ela não me chama muito a atenção. Na verdade, eu acho que não é muito meu estilo.
    Fico feliz que tenha gostado da obra, eu adorei essa capa com esse tom de laranja! ❤

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  11. Adoro biografias, mas essa seria uma experiência diferente. Muito legal a ideia de fazê-la em quadrinhos. As duras estórias da ditadura nessa cultura tão diferente da nossa é um bom motivo para amarmos o país onde nascemos. Já entrou pra minha lista.

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  12. Oi, tudo bem?

    Tenho interesse nesse livro há tempos! Mas, sempre que vejo em promoção, mesmo assim, acho caro </3 O formato da história é o que mais me cativa, porque parece ser algo bastante rápido de ser lido e entendido. Tô indo atrás de escritoras para criar a minha meta do #LeiaMulheres 2017 e tô bem a fim de inserir a Marjane ❤ Agora vai haha.

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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  13. Olá,

    Esse livro tem me chamado a atenção por um tempo já, mas não sei explicar o porquê eu ainda não fui atrás para realizar a leitura. Vejo muitas pessoas elogiando e além disso tem uma premissa muito boa, espero lê-lo em 2017.

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com.br

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  14. Eu estou completamente encantada por essa obra. A premissa é linda e a capa (simples) traduz muito o que a sinopse promete. Sua resenha está maravilhosa, eu nem sei o porquê de ainda não ter esse livro comigo. Gosto de conhecer histórias reais, é necessário às vezes.

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  15. Já li muitas resenhas desse livro e a história dele muito me interessa. A ditadura religiosa é algo tão triste…
    Interessante saber que ela é uma menina engajada politicamente, não vemos tantos livros assim.
    Acompanhar a história de Marjane deve ser muito interessante e enriquecedora. Espero poder conferir um dia.

    Beijos

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  16. Olá, tudo bem?
    Admito que apenas observando a capa desse livro, jamais imaginaria que retrataria a realidade de uma criança que precisa lidar com a implantação da ditadura em seu país. Creio que seja mesmo uma história pesada, já que demonstra os acontecimentos horríveis e mortes em vão, sem falar que se trata de uma biografia. Espero ler um dia.

    Beijos! ♥

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  17. Olá, tudo bem?

    É realmente uma escola diferente escrever uma biografia em formato de quadrinhos, mas, como você disse, me pareceu que foi uma escolha acertada. Confesso que também não sou muito adepta de biografias e autobiografias, mas essa, por todo o contexto histórico que você deixou evidente que trás, me chamou a atenção. Dica anotada!

    Beijo!

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  18. OI!

    Gostei muito da sinopse e da sua resenha. Gosto muito de livros nesse estilo e com o ponto de vista pessoal da autora que acaba dando credibilidade para sua narrativa. As pessoas que vão contra um governo opressor ou mesmo sonham por uma sociedade mais justa merecem mais do que admiração. ENfim, já está na lista para 2017. Beijos!

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  19. Oie, tudo bem?? Também não curto muito biografias mas o formato que a autora resolveu fazer deu leveza a trama, o que nesse ponto eu acho importante (até pelo estilo da história). é interessante acompanhar essa questão da perda da identidade cultural sofrida pela autora duas vezes(pelo menos foi o que eu entendi), a primeira quando se depara com o estilo diferente da Europa e a segunda quando volta a sua terra natal. Curti e pretendo fazer a leitura. Bjosss

    http://porredelivros.blogspot.com

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  20. Não curto história, e uma obra que conte uma parte tão dolorida dela realmente não chama a minha atenção. Não curto livros autobiográficos, achei bem interessante ser o jeito de saber o que realmente aconteceu pela ótica de quem viveu aquilo, mas não é o tipo de livro que consegue me prender, gosto mesmo é quando uma leitura me transporta para longe da realidade.

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  21. Olá, gostei da resenha, esse livro está na minha lista de desejados a um bom tempo mas eu nunca acho ele para comprar, até desisti de procurar nas livrarias pois não sou muito adepta a compra online
    eu não gosto muito de grapich novels mas essa me deixa curiosa demais, por além de ser biografia que é algo que eu amo,ainda é de um país que eu não conheço muito e adoraria conhecer mais

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