Resenha #100: O Primeiro Homem Mau, Miranda July

Olá, pessoal, tudo bem?

Hoje trago para vocês a resenha de um livro no mínimo diferente. Nunca tinha lido nada desse gênero e achei toda a história peculiar e um pouco louca. Contem-me nos comentários o que vocês acharam depois dessa resenha!

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Título: O Primeiro Homem Mau

Autor: Miranda July

Editora: Companhia das Letras

Ano: 2015

Páginas: 304 páginas.

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Um espetacular romance de estreia que é tão comovente, sujo, terno, engraçado — tão Miranda July — que seus leitores ficarão arrebatados. Cheryl é uma mulher reclusa e vulnerável. Ela é obcecada por Phillip, um sujeito galanteador e membro do conselho da empresa em que trabalha — uma organização que treina mulheres para autodefesa. Cheryl acredita que eles já fizeram amor em muitas vidas — mas ainda precisam consumar o ato nesta encarnação. Quando seus chefes pedem a ela que hospede brevemente Clee, a filha do casal, uma garota egoísta e cruel de 21 anos, seu mundo vira de cabeça para baixo. Mas é ela que traz Cheryl para a realidade e se torna o amor de sua vida. Lírico, engraçado, cheio de obsessões sexuais e amor maternal, este romance confirma Miranda July como uma voz espetacularmente original da cultura contemporânea.

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TBR Janeiro

Olá, pessoal, tudo bem?

Como vocês passaram de festas? Quais são as suas metas para esse novo ano? Conseguiram atingir as que vocês queriam no ano passado? Me contem!

Hoje trago para vocês minha TBR de janeiro. É pequena porque eu prefiro me surpreender do que me decepcionar hahaha Então vamos lá:

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Título: A Garota Alemã

Autor: Armando Lucas Correa

Editora: Jangada

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Baseado numa história real, A Garota Alemã é um romance magistral. A bordo do famoso transatlântico St. Louis, uma garota de 11 anos e 936 refugiados judeus fogem da Alemanha Nazista. Berlim, 1939. Hannah Rosenthal, de 11 anos, tinha uma vida de contos de fadas. Ela passava as tardes no parque com seu melhor amigo, Leo Martin. Mas, agora, as ruas estão cheias de nazistas. Eles vislumbram uma esperança para sair desse inferno: o St. Louis, um transatlântico que pode propiciar aos judeus uma travessia segura para Cuba. Mas logo as circunstâncias da guerra mudam e o navio que era sua salvação agora parece ser a sua sentença de morte. Nova York, 2014. Anna Rosen, ao fazer 12 anos, recebe um envelope misterioso de Hannah, uma tia-avó que criou o pai falecido. O conteúdo do envelope inspira Anna e a mãe a viajarem a Cuba para conhecer Hannah e descobrir a verdade sobre o trágico passado da família.

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Resenha #77: Serraria Baixo Astral, Lemony Snicket

Oi, gente, tudo bem?

Hoje estou trazendo a continuação de Desventuras Em Série, com o livro número quatro, e vou tentar não dar alguns spoilers, ok?

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Título: Serraria Baixo Astral

Autor: Lemony Snicket

Editora: Companhia das Letras

Ano: 2002

Páginas: 176 páginas.

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Na opinião de Lemony Snicket, “de todos os volumes que contam a vida infeliz dos órfãos Baudelaire, Serraria baixo-astral talvez seja o mais triste até agora”. Alto-Astral é o nome da serraria que serve de cenário para as novas calamidades que Klaus, Violet e Sunny serão obrigados a viver. Trata-se de uma “ironia do destino”, pois ali, no meio daquelas árvores derrubadas, daquelas enormes toras de madeira, o que as três crianças vão encontrar é mais uma coleção de coisas horripilantes, tais como uma gigantesca pinça mecânica, bifes do tipo sola de sapato, uma hipnotizadora e um homem com uma nuvem de fumaça no lugar da cabeça. A vida dos Baudelaire é mesmo muito diferente da vida da maioria das pessoas, “a diferença principal estando no grau de infelicidade, horror e desespero”…

Diante desse quadro, algum leitor desavisado pode desconfiar: “Como é que alguém vai se divertir com um livro desses, se as personagens não param de sofrer?!”. A pergunta faz sentido, mas é justamente aí que descobrimos um dos melhores segredos de Lemony Snicket, pseudônimo do americano Daniel Handler. Ele leva o exagero às raias do absurdo, faz o realismo perder feio para o mais deslavado faz-de-conta e o resultado não poderia ser outro: um jogo literário incessantemente bem-humorado.

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Resenha #71: O Lago das Sanguessugas, Lemony Snicket

Oi, gente, tudo bem?

Hoje trouxe para vocês a resenha da continuação da série Desventuras em Série. Desta vez, é do terceiro volume. Vamos conferir?

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Título: O Lago das Sanguessugas

Autor: Lemony Snicket

Editora: Companhia das Letras

Ano: 2001

Páginas: 192 páginas.

O misterioso autor das Desventuras em Série não só alcançou a lista de best-sellers infanto-juvenis do New York Times, como conseguiu entrar em todas as outras principais referências de vendagem americanas. Com sua estranha franqueza, na contracapa deste livro ele manda um recado a seus possíveis leitores:

“Caro leitor,
Se você ainda não leu nada sobre os órfãos Baudelaire, é preciso que antes mesmo de começar a primeira frase deste livro fique sabendo o seguinte: Violet, Klaus e Sunny são legais e superinteligentes, mas a vida deles, lamento dizer, está repleta de má sorte e infelicidade. Todas as histórias sobre essas três crianças são uma tristeza e uma verdadeira desgraça, e a que você tem nas mãos talvez seja a pior de todas. Se você não tem estômago para engolir uma história que inclui um furacão, uma invenção para sinalizar pedidos de socorro, sanguessugas famintas, caldo frio de pepinos, um horrendo vilão e uma boneca chamada Perfeita Fortuna, é provável que se desespere ao ler este livro. Continuarei a registrar essas histórias trágicas, pois é o que sei fazer. Cabe a você, no entanto, decidir se verdadeiramente será capaz de suportar esta história de horrores.

Respeitosamente,
Lemony Snicket”

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Resenha #65: A Sala dos Répteis, Lemony Snicket

Olá pessoal, tudo bem?

Depois de muito tempo, trago hoje a resenha do segundo volume de Desventuras em Série, vamos conferir?

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Título: A Sala dos Répteis

Autor: Lemony Snicket

Editora: Companhia das Letras

Ano: 2001

Páginas: 184 páginas

Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso – para que depois ninguém reclame – faz questão de avisar: ‘Se você esperava encontrar uma história tranqüila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar…’

Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em ‘Mau Começo’ ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire – e aqui as coisas só pioram.

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Resenha #45: Persépolis, Marjane Satrapi

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje trago para vocês mais uma resenha, dessa vez de uma graphic novel bem diferente e que nos leva a conhecer a verdadeira face de uma ditadura, vamos conferir?

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Título: Persépolis
Autor: Marjane Satrapi
Editora: Quadrinhos na Cia
Páginas: 352
Ano de Publicação: 2007

Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama – e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

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Resenha #43: Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie

Olá pessoal, tudo bem?

Como alguns de vocês sabem, eu estou participando do Desafio Literário Premiado Obverso Books e um dos temas de fevereiro (lá vem a super atrasada no desafio) era um livro de um autor africano. Eu já estava desesperada porque não conhecia nenhum e ninguém sabia me indicar uma obra, até que meu professor da faculdade utilizou um trecho desse livro em uma de suas aulas e eu sabia que tinha encontrado. Vamos então conferir as minhas impressões?

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Título: Americanah

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie

Páginas: 520

Editora: Companhia das Letras

Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.

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